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A indústria da saúde como parte da solução agora e no futuro

O papel da indústria na busca por soluções

O papel da indústria como parte ativa na solução dos problemas da saúde foi o tema do debate conduzido por Marlene Oliveira e Guta Nascimento, que contou com três representantes de empresas-chave e com atuação expressiva durante a pandemia.

Hugo Nisenbom, da farmacêutica MSD começou falando sobre a cooperação fundamental de todos os atores do ecossistema de saúde e destacou que as vacinas contra covid-19 foram um avanço nesse sentido. “Estamos saindo da covid e agora temos que cuidar da nossa saúde mental, pelo impacto emocional que a pandemia trouxe”, alertou.

Ficou clara a importância do tema saúde na sociedade e a partir de agora todos vão começar a valorizar os programas nesse sentido e isso causou a integração da indústria, segundo Renato Carvalho, presidente da Novartis: “Foi pela necessidade, mas isso trouxe avanços em tecnologia e agora precisamos pensar em sustentabilidade da saúde e as empresas buscam isso”, declarou.

E como melhorar o acesso à tecnologia que as empresas têm? Lídia Abdalla, CEO do Laboratório Sabin esclareceu o quanto a tecnologia fez diferença nesse período, por exemplo, no início da pandemia, quando a grande necessidade eram os testes de covid e só quem conseguia disponibilizá-los eram os laboratórios que tinham seus próprios investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

“Precisamos olhar para a prevenção porque vivemos cada vez mais e para isso precisamos da tecnologia. Se investirmos no diagnóstico, reduziremos, lá na frente, os gastos com internações, intervenções e tratamentos”, afirma.

Hugo destacou a importância das parcerias para isso e citou dois cases de sucesso da MSD: a vacinação contra HPV, que é o maior programa de vacinação gratuita do mundo e o projeto de combate à mortalidade materna, que hoje está presente em 23 Estados e a importância de unir indústria, startups, hospitais, médicos para desenvolver projetos. E ainda lembrou que a covid foi um catalisador de coisas que já vinham acontecendo, mas o paciente não estava informado.

O paciente bem informado toma as melhores decisões. “Toda vez que flertamos com a desinformação a gente dá passos para traz e a indústria tem obrigação de contribuir para que isso não aconteça”, declarou Renato.

O representante da Novartis também destacou o papel da indústria em buscar o sistema público para ajudar a buscar mudanças e um dos pontos é entender a jornada do paciente para mudar o atendimento. “Nos últimos 30 anos não mudou nada o atendimento hospitalar, já o sistema bancário é totalmente outro. Vejamos a jornada das mulheres que são identificadas tardiamente com câncer de mama”, declara.

As parcerias trarão frutos que estão acima do que cada força é capaz. O Sabin, por exemplo, se uniu ao Fleury para criar uma venture capital para investir em startups que criem soluções para os pacientes. Por que dois concorrentes se uniriam? “Pensamos na colaboração e união das forças que temos para ter velocidade”, responde Lídia.

E isso vem ao encontro do lema do LAL: lado a lado somos mais fortes!

DEBATE