Gestão de recursos e novos modelos são chaves para melhorar a saúde no Brasil

Atualizado: há 2 dias

Gestão de recursos e novos modelos são chaves para melhorar a saúde no Brasil

Redação LAL – O Global Forum – Fronteiras da Saúde é uma iniciativa do Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL), com parceria estratégica da Prospectiva, e tem como proposta discutir a sustentabilidade da saúde, reunindo importantes atores das mais diversas áreas relacionadas com o tema, para que juntos possam pensar em novos modelos e soluções para o sistema de saúde pública e privada no Brasil. O evento acontece nos dias 3 e 4 de outubro no Hotal Pullman, na Vila Olímpia, em São Paulo. Confira a programação e inscreva-se aqui: http://www.globalforumsaude.com.br .


O LAL tem como missão ampliar o acesso às novas tecnologias e humanizar a saúde de norte a sul do Brasil por meio do diálogo, do acolhimento e da promoção do bem-estar físico e emocional. O trabalho de advocacy é realizado para influenciar e ajudar os órgãos envolvidos a criarem políticas públicas que contemplem a necessidade da população.


Após anos atuando juntos aos stakeholders e devido aos problemas enfrentados pela saúde no país, o Lado a Lado sentiu a necessidade de discutir um tema que, ao ser equacionado, mudará a saúde pública e privada no Brasil: a sustentabilidade dos sistemas de saúde público e privado. Nesta entrevista, a presidente do LAL, Marlene Oliveira, explica como a história e o compromisso do LAL em transformar a saúde brasileira resultaram na realização desse fórum internacional. Confira.


Redação LAL – 75% dos brasileiros utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS). Há muitas reclamações sobre falta de recursos, medicamentos, filas nos hospitais, etc. A falta de recursos financeiros é o maior problema a ser vencido para oferecer atendimento de qualidade?



Marlene Oliveira – O grande gargalo é a gestão do sistema. Um dos complicadores na área é termos tantas realidades diferentes dentro do país. Além disso, temos a incidência das doenças crônicas crescendo no Brasil. Os recursos destinados à saúde são altos, mas ainda assim insuficientes. Percebemos algumas vias de desperdício e má utilização, que resultam em um sistema fragilizado, com falta de materiais básicos em alguns casos. A saúde brasileira precisa ter um olhar de gestão mais apurado para que os recursos sejam bem aplicados.


Redação LAL – O que é o Global Forum – Fronteiras da Saúde e como surgiu a ideia de realizá-lo?


Marlene – É um evento cujo foco principal é discutir a sustentabilidade da saúde. Quando se olha para o SUS e para a saúde suplementar, percebe-se que os dois enfrentam dificuldades. E como podemos resolver isso? O Lado a Lado, como uma organização da sociedade civil, sentiu a necessidade de discutir a sustentabilidade com todos os players envolvidos no sistema, além de trazer novos interlocutores. O Global Forum reúne atores que já discutiam questões relevantes para a saúde separadamente. Nosso objetivo é encontrar soluções e o desafio é grande. Mas sentimos que é o momento, não só para discutir, mas também propor uma ação integrada dos envolvidos nessa questão.


Redação LAL – Por que é tão importante discutir a sustentabilidade na saúde?


Marlene – Quando se olha a saúde no Brasil e nos outros países, percebe-se que a conta não fecha para ninguém. Isso não é exclusividade do Brasil. O intuito é mostrar como é possível fazer com que alguns aprendizados de fora sejam colocados em prática e se obtenha sucesso por aqui. Além de mostrar o que temos de bom no Brasil para ser aplicado em outros países. Será uma grande troca de experiências.


Redação LAL – São diversos os fóruns que discutem a saúde no Brasil e no mundo. No que o Global Forum se diferencia?


Marlene – A inspiração do Global Forum foi o Fórum Econômico Mundial de Davos, especificamente a parte que trata da saúde. Percebemos que há um olhar de acompanhamento e de trazer novos modelos. Então, o Global Forum – Fronteiras da Saúde traz esse modelo para a discussão do tema no Brasil. O diferencial é que não vamos ficar somente no campo das ideias, nossa proposta é formar um grupo de trabalho pós-evento e, para isso, buscamos um parceiro acadêmico para fazer esse monitoramento e ajudar na proposição de novos formatos. Se conseguirmos tirar um único ponto do Global Forum para monitorá-lo e propor mudanças, já estaremos na vanguarda para mudar a realidade que temos hoje.


Redação LAL – Na sua opinião, qual o impacto que o Global Forum vai causar nos participantes e na saúde do Brasil?


Marlene – Com a reputação construída nesses mais de dez anos de existência, o Lado a Lado conseguiu reunir pessoas importantes para a área da saúde em um único evento. Tivemos a ousadia e a coragem necessárias para propor um fórum como esse, como escutei de uma das palestrantes. É um privilégio juntar todos esses atores, que discutiam a saúde em fóruns separados. Vamos discutir a sustentabilidade em todos os setores – financeiro, humano e de desperdício de recursos – , a promoção da saúde em todas as etapas e como é possível fazer o privado estar lado a lado com o público para que os sistemas de saúde melhorem de fato. Nossa independência permitiu ter a coragem de inovar.




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